Mengão goleia e é campeão da Guanabara
A nação rubro-negra pode comemorar com todo o orgulho do mundo o 17º título da Taça Guanabara na história do clube. Nesta quarta-feira, o time voltou a jogar como grande, marcou 4 a 1 no Madureira e fez o Maracanã virar uma festa.
E foi bem mais fácil do que qualquer rubro-negro poderia imaginar. Com 13 minutos, o Flamengo já havia feito 3 a 1 no Madureira, e a torcida cantava feliz no Maracanã. Cantou até o fim do jogo e soltou de vez o grito de campeão com o quarto gol, de Renato, aos 37 do segundo tempo.
O que tinha tudo para ser uma partida dramática virou festa em menos de dois minutos. Léo Moura cruzou, e Souza cabeceou para abrir o marcador (assista ao gol).
O Madureira ainda empatou logo em seguida, com Léo Fortunato aproveitando uma falha de Claiton. Mas, aos oito, Souza marcou mais um, de novo de cabeça, e deixou o Mengão mais perto do título.
A avalanche de gols no início da partida não foi à toa. O Flamengo que entrou em campo para a decisão nada tinha a ver com o que dormiu no Maracanã no domingo. Souza parecia querer acabar de vez com o fantasma de Obina, e Renato mostrava a raça que fez dele um ídolo da torcida.
E Renato Augusto? Depois de uma seqüência de atuações apáticas, voltou a fazer diferença. Seu gol foi um lance de raça e de sorte. Arrancou na área, fez uma tabela involuntária com dois zagueiros do Madureira, e a bola sobrou limpa para o terceiro gol).
Logo no começo do segundo tempo, Roni mandou na trave a chance de fazer o quarto gol. O Flamengo ia perdendo gols, mas deixava pouco espaço para o Madureira fazer o segundo, o que levaria a decisão para os pênaltis. Juan também perdeu um, mas a torcida nem deu sinal de desespero.
A festa ficou completa aos 37. Renato cobrou com perfeição o pênalti sofrido por Claiton. Flamengo campeão!
Elias Duba, cartola do Madureira que nos últimos dias disse que era um discípulo de Eurico Miranda, sentiu na pele ontem o que o vascaíno se acostumou a sentir: foi vice do Flamengo.
Agora, são 17 títulos do Flamengo contra 11 do Vasco, 8 do Fluminense e 4 do Botafogo. Números que deixam bem claro quem é que manda no futebol do Rio.
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